As defesas de Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, e do ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto, estão se movimentando para anular o acordo de delação premiada firmado por Mauro Cid, que até então era auxiliar direto de Bolsonaro. A delação de Cid faz parte das investigações referentes a um suposto plano de golpe após as eleições de 2022.
Os advogados de Bolsonaro e Braga Netto alegam que o acordo está repleto de inconsistências e erros processuais, defendendo que esses elementos comprometem a legitimidade do acordo de colaboração. Segundo os defensores, tais falhas seriam suficientes para invalidar o testemunho de Cid, que é considerado uma peça chave nas investigações em curso.
Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, afirmou que esse pedido constitui uma importante estratégia de defesa, focada em minar a credibilidade de Mauro Cid e questionar a integridade das provas oriundas de seu testemunho. A equipe de defesa argumenta que sem a aprovação formal e baseada em procedimentos legais claros, o testemunho de Cid pode ser visto como inadequado dentro do processo judicial.
Assim que os advogados tiverem cumprido o prazo de 15 dias para responder à acusação formal, pretendem integrar esse pedido aos seus argumentos de defesa junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Esta movimentação insere-se em um esforço mais amplo dos advogados para derrubar a validade das investigações e proteger seus clientes contra as acusações.
Braga Netto, além disso, está detido sob acusação de obstrução de justiça relacionada à investigação do suposto golpe. Esse pedido de anulação do acordo de delação representa mais um capítulo na tentativa contínua de questionar tanto a legalidade quanto a condução das investigações envolvendo os dois ex-líderes políticos. O desenrolar desse caso pode ter implicações significativas para as investigações em andamento e o cenário político brasileiro como um todo.
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